fases de trabalho

1ª e 2º FASES DE TRABALHO
Desenvolvida em 20 sessões de trabalho (sem apresentações a público) com duas colegas da licenciatura em Estudos Teatrais (Paula Cepeda Rodrigues e Filipa Costa), entre 2003 e 2004, na Universidade de Évora.

3ª FASE DE TRABALHO
Desenvolvida em 50 sessões de trabalho e 5 apresentações a público intituladas “Diz-me tu que tempo” no Convento do Carmo (Universidade de Évora), com dez estudantes universitários e pelo GATUE – Grupo Académico de Teatro da Universidade de Évora, durante o ano de 2004.

4ª FASE DE TRABALHO
Desenvolvida em 33 sessões de trabalho e 8 apresentações a público intituladas “A dimensão poética da espera (no trabalho do actor), um projecto de investigação” no Centro Cultural de Alfena (em Valongo), com João Castro (cedido gentilmente pelo Teatro Nacional São João), entre 2005 e 2006.

DEMONSTRAÇÃO
Desenvolvida propositadamente para a Maratona de Dança promovida pela REDE, no Teatro Aveirense, a 29 de Abril de 2007.
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5ª FASE DE TRABALHO
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Inserido no programa AFIRMA 2008 da ExQuorum, a 5ª fase de trabalho do Projecto de Investigação teve início (com Nuno Coelho e Mariana Portugal Dias) no mês de Setembro de 2008 numa residência artística de longa duração no CENTA - Centro de Estudos Novas Tendências Artísticas, no âmbito da qual realizou uma sessão aberta no Bar Menthol (em Vila Velha de Ródão) e numa residência artística de curta duração no Performas - Artes Performativas Contemporâneas (antigo Teatro Avenida, em Aveiro), antes mesmo de este ter sido reinaugurado, no âmbito da qual contou com um primeiro momento de apresentação a público e onde regressou (depois de um intensivo período de pesquisa, entre Évora e Lisboa , com o apoio da Trimagisto - Cooperativa de Experimentação Teatral) para estrear, a 20 de Fevereiro de 2009, com o apoio do ACTO - Instituto de Arte Dramática, o espectáculo resultante, intitulado "Como um remador à deriva - proposta para um observatório do eterno desencontro amoroso de Proust", com o qual fez uma simbólica apresentação em Évora, no Fórum Eugénio de Almeida, no dia 10 de Junho, antes de seguir para Montreuil e Cracóvia, onde trabalhou, respectivamente, com o apoio institucional de La Guillotine e da Cricoteka.

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ana silveira ferreira

Nasceu no Porto, em 1981.

Mestre em Filosofia na área de Estética (4 anos com coordenação científica do Prof. Dr. José Gil) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde redigiu (sob orientação da Profª. Dra. Maria Filomena Molder e como bolseira da Fundação Eugénio d´Almeida) a Dissertação “A dimensão poética da espera - afirmação de uma ausência no (meu) trabalho com actores”, tese arguida pela Profª Drª Maria Helena Serôdio e classificada por este respectivo Júri com Muito Bom. Licenciada em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora, onde foi consecutivamente bolseira dos SASUE e onde desenvolveu o trabalho de fim de curso (sob orientação da Profª. Dra. Christine Zurbach) a partir do estudo do tempo em “À la recherche du temps perdu” de Marcel Proust. Tem o curso de formação em “Corpo, Voz e Interpretação” (Nível II) do Entretanto-Teatro Valongo.
É responsável pelo Projecto de Investigação da ExQuorum, no âmbito do qual: recebeu, com o projecto “Realidade de grau zero para o trabalho do actor”, a Bolsa Jovens Criadores 2008 (Teatro) do Centro Nacional de Cultura para estudar, na CRICOTEKA, os manequins de Tadeusz Kantor; dirigiu as fases de trabalho, os espectáculos e a demonstração apresentados neste blogue; participou, em 2007, como conferencista, no "PERFORMA – Encontros de Investigação em Performance" promovido pelo Departamento de Comunicação e Artes na Universidade de Aveiro e no “ENCONTRO/DE ANI+” primeiro encontro internacional de projectos de investigação artística da ExQuorum, cuja equipa de direcção artística e executiva também integrou. Colabora frequentemente com o projecto CorpoCriações de Hugo Miguel Coelho, tendo sido responsável pela direcção de actores no espectáculo "Nâh" (2008), na residência artística "Pontapés em ponto rebuçado" (2007) e nos "Exercícios sobre A Testemunha" (2006). Como produtora executiva trabalhou, em 2006, com o Visões Úteis na coordenação portuguesa do festival “Uno Uno Prima”, co-produzido com a Solares Fondazione Culturale (Parma) e o Observatori (Valência). Foi responsável, entre 2004 e 2005, pela inventariação e reordenação do espólio da livraria “Eterno Retorno – filosofia & teatro em segunda mão” (no Bairro Alto), trabalhando directamente com o Prof. Dr. Nuno Nabais. É um dos membros fundadores do CEPiA - Centro de Estudos Performativos i Artísticos (Évora), tendo pertencido à equipa de coordenação do “JIP – Julho Investigação i Performance´03”. Produziu as primeiras “Noites FIKE”, paralelas ao 2º Festival Internacional de Kurtas Metragens de Évora. Fez assistência de encenação n´”Os nomes que faltam”, espectáculo apresentado pelo GATUÉ, em 2002, no Teatro Garcia de Resende (Évora) e na Casa da Cultura (Beja) e foi leitora no lançamento, em Évora, de “Audição, com Daisy ao vivo na odre marítima” de e com Armando Nascimento Rosa. Desenvolveu e apresentou a investigação "Som das palavras", a convite da Colecção B para integrar o "On the house #1" (Viana do Alentejo, 2001). Concebeu, a convite da V-Ludo, uma instalação intitulada “A biografia é inútil” para a festa de lançamento da revista nº6 (Montemor-o-Novo, 2001).
Como actriz, trabalhou com Júnior Sampaio, Sara Machado Graça, Francisco Campos, Tiago Porteiro, Luís Varela, Miguel Clara Vasconcelos e participou no 13º e 18º Festival “Fazer a festa” do Teatro Art´Imagem, no Palácio de Cristal (Porto). Participou, ao longo destes anos, em acções de formação com Alexei Levinski, Béatrice Picon-Vallin, Dymphna Callery, Graça Corrêa, Jerzy Klesyk, Ludger Lamers, Luz da Câmara, Nélia Pinheiro, Nigel Ward, Rui Nunes, Regina Goerger, Sílvia Real, Sue Colgravel. Foi aluna, entre outros, de Abel Neves, André Gago, Carlos Alberto Machado, Filipe Crawford, João Meireles, José Alberto Ferreira, José Gil e Pedro Paixão.

Colaborou ainda, pontualmente, nos trabalhos de acompanhamento arqueológicos à reabilitação do centro histórico da cidade de Évora com a Equipa do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora.

5ª FASE DE TRABALHO


Abreviado não inocentemente para “PI”, o Projecto de Investigação pretende (tal como o historial de pesquisas em torno desta constante matemática) retomar, a cada nova fase, os princípios (artísticos e conceptuais) retidos anteriormente, na expectativa de lhes conseguir acrescentar uma anotação decimal diferenciante. Tendo-se dedicado, nos anos mais recentes, ao estudo d´A dimensão poética da espera – afirmação de uma ausência no trabalho do actor, este projecto, ao regressar agora tematicamente ao universo de Marcel Proust (por tomar À la recherche du temps perdu como obra motora para o seu projecto criativo), propõe-se agora sistematizar um primeiro ciclo de trabalho (2003-2008), pela concepção do espectáculo "Como um remador à deriva - proposta para um observatório do eterno desencontro amoroso de Proust".

Tendo, ao longo dos períodos de residência artística, desenvolvido um repertório de exercícios concebidos a partir de episódios concretos da obra emblemática de Proust e tendo, cada um deles, ficado codificado com uma música, foi entretanto definida uma estrutura concebida pela sequência de quatro exercícios relacionados com a visão proustiana do amor. Pela sua indeterminada repetição, a progressão do espectáculo define-se pela complexificação das tarefas que diferentemente se seguem.

Observando o exercício de cena, quantas vezes, de resto, como Proust, “vi e desejei imitar quando fosse livre de viver ao meu jeito, um remador que largando o remo se deitara de costas com a cabeça em baixo no fundo do seu bote e que deixando-se flutuar à deriva apenas podendo ver o céu que desfilava lentamente por cima de si levara na cara o antegosto da felicidade e da paz” (1º vol. d´Em busca do tempo perdido, citado na tradução de Pedro Tamen).

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